A(u)to de Fé

O documento “Dogma 2005” foi tornado público pela primeira vez no dia 16 de Novembro de 2005, no Teatro Taborda (Lisboa), durante a apresentação de “FUI, esboço #7“, espectáculo-tese sobre a trilogia “Vou A Tua Casa”. O conceptuário foi adicionado durante o workshop ‘Vou A Tua Casa/Projecto de Documentação’ (Torres Vedras, Transforma AC, Out. 2006). A versão foi depois corrigida e aumentada durante os workshops realizados no Porto (NEC, Fev. 2007) e Lisboa (CEM, Jul./Ago. 2007), processo que resultou também na escrita de uma versão simplificada, designada de “O Dogma 2005 explicado às crianças” (escancarada piscadela de olho a Lyotard). A presente edição é o resultado da última revisão feita durante as actividades respeitantes à fase final do projecto “A Oportunidade do Espectador“, que teve lugar no Circular/Festival de Artes Performativas de Vila do Conde, em Setembro de 2008, com o sub-título “The Curator’s School“. O projecto “Universidade” (em curso) dá seguimento aos resultados obtidos em “The Curator’s School”, aplicando o ‘Dogma’ a outras dimensões discursivas não necessariamente artísticas e universalizando/desautorizando o seu acesso. Para tal, os conteúdos que no documento original davam forma ao A(U)TO DE FÉ, ainda que irónicos, foram omitidos, para serem substituídos pela evidência (mais ética que estética) de que é no COMPROMISSO estabelecido entre o sujeito executante e o ‘Dogma’ que o projecto se revela. Contudo, e em defesa da verdade historial dos factos a que o ‘Dogma’ nos obriga, reproduzimos a seguir o texto antigo; mas rasuramo-lo, porém, sabendo ser na “correcção retroactiva da realidade”, essa problemática contradição, que o ‘Dogma’ (ainda) hoje subsiste. Em Novilíngua: “You are free to do what we tell you”.

O texto integral que dá forma a este documento: palavras introdutórias, statements, regras dogmáticas e conclusões encontra-se devidamente protegido, não sendo permitido qualquer tipo de cópia, publicação ou citação sem a autorização expressa do seu autor. Qualquer infracção a este ditame será punível por lei. Mais se adianta que o texto não permite qualquer espécie de contra-argumentação; ele é fechado em si mesmo, como aliás qualquer texto dogmático o é intrinsecamente. Não posso evitar que sobre ele se fale, discurse, analise, construa ou destrua; mas sei que rejeitarei categoricamente todos os comentários que sobre o ‘Dogma 2005’ poderei eventualmente vir a conhecer. Contudo, o ‘Dogma 2005’ existe para poder ser utilizado por todo e qualquer tipo de criador devidamente creditado, mediante autorização prévia (pedida com a antecedência mínima de 60 dias antes do início da actividade), e através do pagamento de uma taxa simbólica de 10 € por projecto. Ainda que o ‘Dogma 2005’ tenha sido redigido com vista ao lançamento de uma alternativa para a construção teatral, ele pode ser utlizado por todo o tipo de criadores. Não obstante, e como qualquer conjunto de regras escritas, o ‘Dogma’ é passível de interpretação por parte daqueles que o irão utilizar. Para mais informações sobre as normas e o regulamento para a utilização correcta do ‘Dogma 2005’, é favor contactar: rogerio.nuno.costa@gmail.com.

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